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DIREITO SISTÊMICO

 

 

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Objetivos gerais:

  • Direito Sistêmico: Analisar as ordens sistêmicas segundo Bert Hellinger e como elas atuam nas situações com as quais magistrados lidam em seu dia a dia, analisando e aplicando as leis à luz do direito sistêmico, de modo a obter resultados mais pacificadores e eficazes e facilitando a obtenção de conciliações verdadeiras e definitivas;

  • Desenvolver uma postura sistêmico-fenomenológica diante da vida, dos conflitos e das situações do trabalho, aperfeiçoando a capacidade de mediar e solucionar conflitos com o conhecimento e prática de exercícios sistêmicos e constelações familiares.

 

Objetivos Específicos:

  • Experimentar o uso de exercícios sistêmicos e constelações familiares, em várias formas, no tratamento dos diversos temas ligados à atividade da magistratura, observando os resultados;

  • Observar, a partir de constelações com casos práticos pessoais e profissionais dos participantes, como ocorrem as desordens sistêmicas nas famílias e organizações, causando conflitos e dificuldades, e como o respeito às leis sistêmicas direciona à liberação e progresso dos envolvidos;

  • Treinar a postura sistêmica necessária para uma ajuda eficaz;

  • Treinar, em nível básico, a “capacidade consteladora”, com teoria e prática das constelações familiares e das ordens sistêmicas aplicadas ao direito e à ajuda (“ordens da ajuda”), desenvolvendo a aptidão para aplicar as constelações e lidar com situações difíceis.

  • Obter certificação de extensão universitária, válida para compor a carga horária do curso de Pós Graduação lato sensu (especialização) em Direito Sistêmico e Meios Adequados de Solução de Conflitos da Hellinger(R)-Innovare.

Apresentação do curso:

A aplicação do direito para e pelos juízes e demais operadores do direito pode se dar de diversas formas. Trata-se de uma ciência dos relacionamentos, válida para relações humanas, organizacionais e jurídicas em geral, uma vez que toda relação constitui um sistema ou se constitui dentro de um.

O estudo dessa ciência amplia a compreensão sobre as dinâmicas ocultas nos conflitos, que podem ter raízes profundas, não necessariamente relacionadas diretamente à outra parte no processo, mas sim ao passado familiar de cada um, inclusive de gerações anteriores e envolvendo fatos desconhecidos pela atual geração. A influência oculta do passado pode determinar o comportamento de pessoas e organizações nas relações pessoais e profissionais.

Através das constelações familiares, Bert Hellinger descobriu a existência de leis sistêmicas, as quais denominou de “ordens do amor”, que determinam como ocorrem as dinâmicas nas famílias e demais sistemas, inclusive gerando “emaranhamentos” que, quando tais ordens são violadas, se perpetuam de geração em geração.

As constelações podem ser usadas na Justiça para trazer à tona as raízes ocultas do conflito/questão e os caminhos para a pacificação/solução, evidenciando-os de forma tocante e mobilizadora para todos os envolvidos.

Com o conhecimento das leis sistêmicas e as práticas de constelações, segundo a abordagem de Bert Hellinger, os juízes e outros profissionais do direito têm um instrumento poderoso para sensibilizar as partes de um conflito, conduzindo-as a um reconhecimento mútuo, mesmo daquilo que nem imaginavam que poderia ser importante, favorecendo a conciliação e evitando o surgimento de futuros litígios.

A prática está alinhada ao novo CPC e às diretrizes do CNJ, que vem estimulando os chamados meios consensuais de solução de controvérsias, inclusive como forma de disseminar a cultura de pacificação social (Resolução nº 125/2010), assim como a abertura para abordagens transdisciplinares, inovadoras e sistêmicas, desapegadas do legalismo estrito e das funções tradicionalmente reservadas ao magistrado. Nesse sentido, a Resolução Nº 225/2016, do CNJ.

Nesse contexto, os tribunais brasileiros vêm acolhendo e disseminando de forma exponencial as práticas de constelações familiares e de direito sistêmico.

Como resultado, nas varas de família, alguns tribunais têm divulgado estatísticas mostrando soluções conciliatórias em índices superiores a 90%. Em casos de adolescentes envolvidos em atos infracionais, o índice de reincidência após um ano foi inferior a 15% - muito menor que o normalmente obtido com a mera aplicação de medidas socioeducativas tradicionais.

No aspecto qualitativo, os resultados são mais marcantes, quando vemos casos como o de um homem e uma mulher que, pelo conflito oriundo da separação do casal e após anos de litígios, geradores de 25 processos (incluindo ações de divórcio, guarda dos filhos, alimentos, execuções, denúncias criminais de fraude empresarial e de violência doméstica), participam de uma constelação e, poucos dias depois, realizam um acordo que põe fim a todos eles e agora se tratam como amigos; o caso de um homem, conhecido na cidade como baderneiro, frequentador da delegacia de polícia, réu em ação penal sob acusação de homicídio, que passa a frequentar as sessões de constelação no fórum e poucos meses depois deixa de perambular pelas ruas, começa a trabalhar e reaproxima-se da família; ou o de um adolescente acolhido numa instituição porque seus pais não puderam criá-lo e que, aos 17 anos, sem ter encontrado uma família adotiva, envolvido com traficantes e tido como “caso perdido”, faz uma constelação e em seguida é acolhido numa família substituta, com sucesso, retomando os estudos e o bom convívio social.

Assim é que, cada vez mais, profissionais do direito (juízes, promotores, advogados, etc.) e da mediação (com formação multidisciplinar) vêm procurando cursos de direito sistêmico, como forma de encontrar mais satisfação na vida pessoal e em sua vocação de pacificadores de conflitos. Ao mesmo tempo, cresce nos tribunais e demais instituições ligadas à Justiça a demanda por consteladores e profissionais dotados da visão sistêmica e conhecimento de seus muitos recursos, desde posturas, frases discretas e exercícios de visualização até a constelação propriamente dita - posicionamento no “campo” de representantes das pessoas envolvidas em um conflito e de membros de suas famílias, de modo a permitir que, fenomenologicamente, venham à tona as dinâmicas ocultas que conduzem as pessoas a relacionamentos conflituosos e atos violentos, movidas pelos vínculos inconscientes com seus antepassados familiares.

Mais do que justificado, este é um curso necessário.

Público-alvo:

Juízes, promotores, advogados, defensores, mediadores, conciliadores, servidores das instituições do sistema judiciário e de segurança pública, profissionais do campo psicossocial, executivos, líderes e todos os interessados em aperfeiçoar-se na arte de mediar e resolver conflitos em sua vida e na profissão.

Carga horária:

O curso tem 120 horas dividida em 7 (sete) módulos de 16 horas, totalizando 112 horas, em torno dos quais os alunos e professores farão reflexões acerca da Hellinger Sciencia e sua aplicação do Direito e Sistema Judiciário e atividades práticas de constelações familiares e de exercícios sistêmicos. As 8 (oito) horas restantes serão realizadas por meio de atividades a distância.

Quando serão as aulas:

Os encontros presenciais acontecerão mensalmente, aos finais de semana, das 9h00 às 18h00, conforme calendário próprio.

 

Temas tratados no curso:

A cada encontro, será abordado um tema específico:

  • Fundamentos do Direito Sistêmico - as ordens sistêmicas na vida e no direito

  • Casais, pais e filhos

  • Níveis de Consciência e seu significado, Violência e Criminalidade

  • Saúde e Direito

  • Ordens da Ajuda - A Postura Sistêmica do Juiz, do Advogado, do Mediador e dos demais profissionais e servidores da Justiça

  • Constelações organizacionais, de sucessão

  • Sistemas sociais - nações, etnias, religiões e culturas

 

Metodologia:

Cada tema será abordado por meio de aulas expositivas dialogadas e práticas sistêmicas fenomenológicas, alternando-se exercícios individuais (de visualização e sensibilização) e simulações em pequenos grupos, bem como estudos de casos trazidos pelos participantes, que poderão ser objeto de dinâmicas de constelações familiares.

 

A cada tema e exercício, haverá espaço adequado para discussão em pequenos grupos e com toda a classe, assim como perguntas e respostas.

 

* Todos os módulos poderão incluir constelações a partir de casos práticos apresentados pelos participantes, ilustrando como atuam as ordens sistêmicas nos diversos tipos de relacionamento, em questões de família, sucessões, infância e juventude (poder familiar, adoção, guarda, envolvimento em atos infracionais), criminais, empresariais, etc.

Como ser aprovado no curso:

A avaliação de aprendizagem é feita por meio de portfólio, apresentado ao final do curso, com textos acerca de suas reflexões aprendidas durante as aulas.

Poderá ainda ocorrer atividades práticas com os alunos para fins de avaliação de aprendizagem.

Será considerado aprovado o aluno que tiver frequência mínima de 75% nas aulas presenciais e ser considerado Aprovado na análise do seu portfólio.

 

Certificação do curso:

Ao término do curso, o aluno aprovado receberá um Certificado de Extensão Universitária em Direito Sistêmico.